Ao falar sobre a polêmica, Porchat fez questão de recordar que sua personagem Cristiano, o pedófilo que ele interpreta no longa, é um vilão. E também destacou que foi contratado para trabalhar na produção, sem ter nenhum vínculo com a criação do filme.
Dessa forma, Fábio Porchat explicou: “Vamos lá: como funciona um filme de ficção? Alguém escreve um roteiro e pessoas são contratadas para atuarem nesse filme. Geralmente o filme tem o mocinho e o vilão. O vilão é um personagem mau. Que faz coisas horríveis. O vilão pode ser um nazista, um racista, um pedófilo, um agressor, pode matar e torturar pessoas”.
Fábio Porchat (Foto: Reprodução)
Em seguida, o ator lembrou de outros personagens (vilões) que marcaram a história do cinema e a TV. “O Marlon Brando interpretou o papel de um mafioso italiano que mandava assassinar pessoas. A Renata Sorah roubou uma criança da maternidade e empurrava pessoas da escada. A Regiane Alves maltratava idosos. Mas era tudo mentira, tá gente? Essas pessoas na vida real não são assim”.
FÁBIO PORCHAT LEMBRA PROTAGONISTAS VILÕES QUE MARCARAM O CINEMA E A TV
Porchat ainda falou que os protagonistas dos vilões costumam ser muitas vezes reconhecidos por suas atuações. O humorista ainda destacou que falar sobre temas polêmicas, como a pedofilia, em produções do audiovisual não é o mesmo que fazer apologia ao crime: “quando o vilão faz coisas horríveis no filme, isso não é apologia ou incentivo àquilo que ele pratica, isso é o mundo perverso daquele personagem sendo revelado. Às vezes é duro de assistir, verdade.”, continuou.
“Quanto mais bárbaro o ato, mais repugnante. Agora, imagina se por conta disso não pudéssemos mais mostrar nas telas cenas fortes como tráfico de drogas e assassinatos? Não teríamos o excepcional Cidade de Deus? Ou tráfico de crianças em Central do Brasil? Ou a hipocrisia humana em O Auto da Compadecida. Mas ainda bem que é ficção, né? Tudo mentirinha”, dessa forma, concluiu Fábio Porchat.
“Nojo de quem escreveu, nojo de quem produziu, nojo de quem dirigiu, nojo de quem atuou! Como pactuar com algo assim? Pedofilia! Abuso sexual! Abuso de autoridade! Que perverso. Que triste”, disparou Daniela, continuou.
Desse modo, o nome dos dois famosos estão repercutindo no Twitter, além de serem acusados de “incentivar” a pedofilia com o filme estreado em 2017.
Além disso, não foi só o Danilo Gentili e o Fábio Porchat que foram criticados na mídia, a Netflix também recebeu inúmeras criticas e foi usado o seguinte termo: “Pedofilia na Netflix”.
Danilo Gentili (Foto: Reprodução)
O apresentador do SBT não se calou diante das críticas e ironizou: “O maior orgulho que tenho na minha carreira é que consegui desagradar com a mesma intensidade tanto petista, quanto bolsonarista. Os chiliques, o falso moralismo e o patrulhamento: veio forte contra mim dos dois lados. Nenhum comediante desagradou tanto quanto eu. Sigo rindo”.
DEPUTADO ESTADUAL CRITICA DANILO GENTILI E FÁBIO PORCHAT APÓS CENA DE FILME
No filme, Fábio Porchat interpreta o personagem Cristiano, que é um homem que não se intimida em ser pedófilo. Ele é dono do caderno que o ex-colega, protagonizado por Danilo Gentili, roubou na escola para escrever o guia de “pior aluno” encontrado pelos personagens Pedro (Daniel Pimentel) e Bernardo (Bruno Munhoz).
Aliás, uma das denúncias referida a cena que mais repercutiram foi a de André Fernandes. “Denúncia gravíssima! Atenção, pais a mães! Isso não pode ficar impune. Façam a parte de vocês também”, dessa forma, pediu o deputado, exibindo a cena.