Silvio Santos tem relação com Lula exposta e história do passado vem à tona: “Nunca imaginei”

Silvio Santos presidente
Silvio Santos se candidatou para presidente da república em 1989. (Foto: Reprodução)

Silvio Santos tentou se candidatar para a presidência em 1989, mas não teve sucesso, por conta de problemas com concorrentes

Enquanto vemos a eleição presidencial nos Estados Unidos, entre Donald  Trump e Joe Biden,uma outra eleição agitou nosso país no ano de 1989. Foi a primeira eleição feita de forma direta. Desde os tempos da ditadura militar no Brasil. Mas, eleição esta que quase tivemos como líder do Poder Executivo a figura de ninguém menos que Silvio Santos.
Segundo Marcondes Gadelha, autor do livro “Sonho Sequestrado” e então candidato a vice-presidente com Silvio, que relata a história da tentativa de Silvio Santos candidatar-se para Presidente da República. A campanha presidencial de Silvio durou pouco mais de duas semanas, sendo suficiente para derrubar na intenção de votos, Fernando Collor de Melo, que foi eleito.

Em novembro de 1989, o PFL (Partido da Frente Liberal) aceitou substituir Aureliano Chaves pelo animador do SBT. Porém, o primeiro candidato se recusou a deixar o cargo. Sendo assim, Silvio e Gadelha seguiram rumo ao PMB (Partido Municipalista Brasileiro). Entretanto, a candidatura foi impugnada com uma união de candidatos opositores, Rede Globo e o Poder Judiciário.

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Mesmo balançado a desistir ao ameaçarem sua família, o apresentador seguiu em frente, graças ao apoio de sua mulher, Íris Abravanel. Sendo eleito, foi cogitada a um convite para Lula, então concorrente da eleição, para que compusesse o governo. Entretanto, dentro do SBT, a candidatura era mal vista.

Caso fosse eleito, Sílvio Santos teria como aliado no governo, o também candidato a presidente, Lula. (Foto: Reprodução)
Caso fosse eleito, Sílvio Santos teria como aliado no governo, o também candidato a presidente, Lula. (Foto: Reprodução)

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Ainda sobre a matéria

Ainda segundo Gadelha, a ideia de Silvio Santos para presidente, era porque tinham populismos muito polarizados na corrida presidencial, pela esquerda, Lula, e à direita, Fernando Collor. E como o apresentador era filiado ao PFL na época, além de ser muito popular e querido, seria boa opção.

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Marcondes complementa dizendo que a imagem que Silvio Santos transmitia, era a de uma pessoa aguerrida, batalhadora, que ”começou como vendedor de carteirinhas carteirinhas e se tornou dono do segundo maior império de comunicação do país, faturando US$ 1 milhão por dia, proprietário de 33 empresas, todas dando lucro”. A emissora era contrário a candidatura de Silvio, alguns de forma mais branda, como Luiz Sandoval, presidente da holding. Já outros, como o apresentador e jornalista Boris Casoy era ferrenhamente contra.

Segundo relatos, houve uma conspiração arquitetada por Antônio Carlos Magalhães, Roberto Marinho e Leitão de Abreu, que tinha sido ministro-chefe da Casa Civil. Para finalizar, mais um nome entrou nesta conspiração, o de Eduardo Cunha.

Sílvio Santos já estava sem filiação ao PFL, e precisava de um outro partido, para conseguir a candidatura, entrando assim para o PMB. Entretanto, o partido de Collor e Cunha, o PRN (Partido da Reconstrução Nacional) entrou com um processo revogando a candidatura de Silvio, alegando que o PMB não tinha convenções suficientes para autorizar lançamento de candidatos. Por conta disso, eles entraram no TSE, para conseguir a candidatura, o que acabou não acontecendo, fazendo com que Sílvio desistisse da candidatura.

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Por fim, segundo fontes, o apresentador estava interessado em contar com Lula no poder, pois Silvio tinha preocupações com questões sociais, como renda mínima e habitação.

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